Dia dos Pais… é todo dia

Dia dos Pais… é todo dia

Dia dos Pais… é todo dia

Dia dos Pais… é todo dia

Meu pai. Pai herói, pai trabalhador, pai preocupado.

50% do meu DNA, meu primeiro amor, o homem que serviu de modelo para que eu soubesse o que eu queria (e também o que não queria) num companheiro pra vida toda, e pro futuro pai dos meus filhos.

Os meus filhos ainda não vieram, mas o pai já virou avô. Tem um neto lindo e danado, da filha do meio, carinhoso e que tem hora que dá uma canseira no veinho. Mas ele aguenta. Tem uma disposição esse Nelsim, que eu tenho certeza que ele chega nos 100 anos. Ih, ainda mais que ele se cuida… Chega nos 100 facinho. J

Hoje eu escrevo com meu coração meio que na mão. Pensamento longe, bem aí no Brasil das Olimpíadas. Em mais um dia dos pais que ele vai tá se deliciando com as filhas, mas só duas delas. Eu, mais uma vez, não estou.

Paciência, fazer o quê? Escolheu morar longe, agora aguente.

Às vezes me pego devaneando, principalmente em dias que o jardim está calmo e que os passarinhos – nossos inquilinos – colocam as cabeças pra fora dos ninhos. Temos também os passarinhos que cantam ao anoitecer, e como aqui no verão anoitece lá pelas 9:30 da noite, tem dias que os danadinhos vão dormir depois de mim. Sorte a minha, que fico deitada na cama, ouvindo a cantoria e pensando nele, com um sorriso.

Meu pai é daqueles que um dia, meu marido, embasbacado, viu subir num pé de manga. Aos quase 70 anos de idade. É aquele cara forte e focado, que viveu vida simples, e que construiu tudo o que tem. Que vive frugalmente e ensina a gente a fazer o mesmo. É aquele pai que a gente acha que não tá prestando atenção, mas que quando abre a boca pra falar alguma coisa, ou dar conselho, a gente não tem outra alternativa a não ser ouvir com muita atenção, e refletir. E pensar que talvez seja melhor mesmo fazer o que ele sugeriu.

Meu pai é um cara forte – já disse isso – e que vi chorar, nos meus quase 41 anos de idade, umas 4 vezes na vida. E que das vezes que eu vi, eu chorei de vê-lo sofrendo. Meu pai é um homem de carne e osso, que muitas vezes eu ainda idealizo, e que errou algumas vezes na vida – quem nunca? Mas uma das coisas das quais eu mais me orgulho é que, mesmo com todas as dificuldades vividas como um casal com a minha mãe (só mesmo o casal pra saber o que se passa num casamento, né? Hoje, casada, eu entendo), e mesmo sendo impaciente e ranzinza às vezes, ele honrou o voto de “até que a morte os separe”. Ele ficou até o fim.

Eu tenho tantas memórias lindas, que já que eu não posso estar com ele hoje, as memórias são tantas o suficiente pra eu poder fazer uma “maratona delas”, tipo uma “Maratona Netflix”, sabe? So que ao invés de assistir sei lá quantas temporadas de Game of Thrones (que aliás, nunca assisti nenhuma), assisto quase 40 temporadas do meu pai na minha vida… É memória demais da conta… 😉

Pai, feliz dia dos pais! Eu sei, eu sei… Dia dos pais e todo dia…

Aproveita bastante aí com as meninas te paparicando. Tenho certeza que vai tá pensando em mim do mesmo tanto que eu vou tá pensando em você. Afinal de contas, fui a primeira, né? J

Te amo muuuuuito!

A sua bênção,

Danilela.

Dia dos Pais - Devaneios Brasiliano

Jales, 1977 – Uberlandia, 2011

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